quinta-feira, junho 4, 2026

Ampliação e fomento da agricultura familiar contribuí para redução da fome

Coalizão Brasil defende incentivos no campo, como crédito rural e assistência técnica para o pequeno agricultor, para tirar o país do Mapa da Fome

Um dos maiores produtores de alimentos do mundo, o Brasil, teve 8,4 milhões de pessoas passando fome entre os anos de 2021 e 2023. É o que revela o estudo sobre segurança alimentar e nutrição no mundo, divulgado hoje e feito por cinco agências especializadas da ONU. Para a Coalizão Brasil, ampliar e aprimorar as políticas públicas de incentivo à agricultura familiar é um dos caminhos para a reverter este cenário e tirar o país do Mapa da Fome.

A colíder da Força-Tarefa de Segurança Alimentar da Coalizão Brasil, Mariana Pereira, defende o crédito rural e a assistência técnica para pequenos agricultores como soluções que devem constar nos projetos voltados para a insegurança alimentar e combate à fome no Brasil. Segundo ela, entre os principais problemas no campo estão a falta de orientação para que haja aumento da produção, a melhor distribuição e qualidade dos alimentos e a adoção de novas tecnologias. Com assistência técnica adequada, defende Mariana, há também um aumento na diversidade produtiva, o que, consequentemente, vai permitir que mais alimentos cheguem às mesas das famílias brasileiras e que o produtor esteja mais adaptado às mudanças climáticas.

“O crédito rural é extremamente importante para produzirmos e termos mais alimentos disponíveis. E também para que as famílias da agricultura familiar, que estão no campo, consigam ter acesso a uma variedade maior de alimentos e a uma dieta mais diversa. Outro ponto é a política de assistência técnica. Atualmente, menos de 20% das pessoas da agricultura familiar acessam orientação de qualquer origem. Existe uma grande lacuna para melhoria desta produção, adoção de novas tecnologia, otimização dos recursos, para que se consiga transformar os sistemas agroalimentares num combate às mudanças climáticas, por exemplo”, afirmou Mariana.

Apesar dos dados negativos, o Brasil apresentou melhora na situação de insegurança alimentar: o país tinha 32,8% pessoas nestas condições, entre 2020 e 2022, e caiu para 18,4%, entre 2021 e 2023. Para a colíder da Coalizão Brasil, uma das explicações para esta queda é o aumento do valor da Bolsa Família. “Este é uma fator que possibilitou que muitas pessoas tivessem acesso a alimentos”, disse ela. (Divulgação)

Foto: Italo Ludke/Embrapa

Receba as informações do site diáriamente.

Mais do Canal do Agro

Algodão acumula quarta alta seguida e atinge maior patamar em quase um ano

Os preços do algodão em pluma mantiveram trajetória de...

Corpus Christi é feriado ou ponto facultativo? Entenda regras

A data religiosa é feriado em 19 capitais do...

Café arábica recua com avanço da colheita e expectativa de safra recorde

O mercado brasileiro de café arábica registrou forte queda...

China reconhece todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação

A República Popular da China reconheceu oficialmente o Brasil...

Área destinada à cevada bate recorde no Paraná

A frustração com a lavoura de trigo e a...

Usinas priorizam etanol no início da safra

Os dois primeiros meses da safra 2026/27 no Centro-Sul...

Sistema FAEP pede que governo federal aplique medidas antidumping no leite importado

O governo federal decidiu não aplicar medidas antidumping nas...