quinta-feira, abril 3, 2025

Lideranças debatem agronegócio em Maringá (PR)

O evento contou com o apoio Associação dos Distribuídos de Insumos e Tecnologia Agropecuária (ADITA)

Com a participação de dirigentes de cooperativas, especialistas e produtores, o evento “A Hora da Colheita”, realizado pela CBN Maringá, aconteceu nesta segunda-feira (dia 24) na sede da Sicredi Dexis. O objetivo foi discutir o panorama da safra do Paraná, na fase final de colheita, crédito e tendências para o agro. A mediação foi do jornalista Cassiano Ribeiro, que é comentarista da CBN Brasil e editor executivo do Valor Econômico. A iniciativa teve como patrocinador a Associação dos Distribuídos de Insumos e Tecnologia Agropecuária (ADITA).

O Paraná plantou cinco milhões de hectares de soja e milho na safra 2024/2025 e terá perdas pequenas e menores que na safra anterior. No evento, os dirigentes destacaram a importância de novos investimentos em sistemas de meteorologia para ajudar na produtividade. Ribeiro destacou que o país tem pouco mais de duas mil estações meteorológicas públicas e outras mil privadas, enquanto os Estados Unidos têm mais de 200 mil.

O presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, destacou que a cooperativa está investindo em mais de 200 estações em parceria com prefeituras da região, que passarão a operar ainda neste ano. E reforçou outro ponto importante. “Tem produtor que negligência a adubagem do solo. Estamos vendo produtores que plantam soja há muitos anos tendo dificuldade para aumentar a produtividade”.

Para o presidente executivo da Coamo Agroindustrial Cooperativa, Airton Galinari, o câmbio tem ajudado os produtores brasileiros. Ele também analisou a produtividade. “Enquanto a seca atingiu forte o sul do Mato Grosso do Sul na safra de verão, chegando a extremos de perdas de 50%, e também prejudicou a região de arenito de Umuarama, o centro-sul do Paraná teve boa produtividade, com colheita de mais de 200 sacas de soja por hectare. A cooperativa estima uma quebra de safra de 15% em toda a sua região de atuação”. Ele destacou também a falta de mão de obra que prejudica o campo.

A Usina Santa Terezinha, contou o presidente Paulo Meneguetti, vai instalar 43 torres de internet no campo no Paraná em parceria com uma operadora para aumentar a conectividade e ajudar na geração de dados.

Sobre o crédito para o agro, o presidente Wellington Ferreira, destacou que a cooperativa vai atingir o volume planejado, de R$ 4,1 bilhões, embora o mercado tenha registrado queda na contratação. “Crédito rural não tem margem (spread) para inadimplência, que na cooperativa sempre foi perto de zero para o agro. Há uma diminuição do apetite por crédito e aumento da inadimplência”. E destacou a importância dos investimentos em irrigação, para que o produtor não dependa apenas do clima para ter boa produtividade.

Participaram ainda do debate o advogado Márcio Frizzo, que falou sobre os impactos da reforma tributária para o agro; a presidente da Sociedade Rural de Maringá, Maria Iraclézia de Araújo; o vice-presidente da Unicampo, Luciano Ferreira Lopes; o reitor da UEM, Leandro Vanalli; e o prefeito Silvio Barros.

Fotos: Cleber França

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