quarta-feira, outubro 21, 2026

Plantio da soja é liberado na maior parte do Paraná após fim do vazio sanitário

O escalonamento do plantio em três períodos foi definido para respeitar os diferentes microclimas do Paraná e reduzir a propagação da ferrugem-asiática

Com o fim do vazio sanitário na Região 2 do Paraná, que abrange a maior parte dos municípios do Estado — especialmente do Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste —, os produtores estão liberados a iniciar o plantio da soja a partir desta segunda-feira (1.º de setembro). O prazo vai até 31 de dezembro.

O escalonamento do plantio em três períodos foi definido para respeitar os diferentes microclimas do Paraná e reduzir a propagação da ferrugem-asiática, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Durante o vazio sanitário, é proibido manter plantas vivas de soja no campo para evitar que sirvam de hospedeiras ao patógeno.

De acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), responsável pela fiscalização, o cumprimento do calendário é essencial para proteger a produtividade das lavouras. “O vazio sanitário beneficia o agricultor, que terá a ferrugem mais tarde na safra e precisará de menos aplicações de fungicidas, preservando também a eficácia dos produtos”, explica Paulo Roberto de Paula Brandão, chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da autarquia.

A Adapar reforça que a medida só é efetiva com vigilância constante. Áreas em pousio, lavouras de inverno e até beiras de estradas devem ser monitoradas, eliminando imediatamente qualquer planta voluntária de soja encontrada.

As regras estão previstas na Portaria n.º 1.271/2025 do Ministério da Agricultura e Pecuária:

  • Região 1 (Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral): vazio de 21/06 a 19/09, plantio entre 20/09 e 20/01/2026.
  • Região 2 (maioria dos municípios): vazio de 02/06 a 31/08, plantio entre 01/09 e 31/12.
  • Região 3 (Sudoeste): vazio de 12/06 a 10/09, plantio entre 11/09 e 10/01/2026.

No caso da Região 3, houve antecipação do vazio sanitário em relação ao ano passado, após pedido da Adapar e do setor produtivo, aceito pelo Ministério. Segundo Marcílio Martin, coordenador da área de Prevenção e Controle de Pragas da autarquia, mesmo que a semeadura ocorra antes, a germinação e o desenvolvimento das plantas devem obrigatoriamente respeitar os prazos definidos.

Foto: Juninho Cremm

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