Entre abril e junho foram produzidas 1,03 bilhão de dúzias de ovos, alta de 3,2% frente ao trimestre anterior
A produção brasileira de ovos para consumo voltou a acelerar no segundo trimestre de 2024 e renovou, em maio, o recorde mensal da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012.
Segundo dados do instituto analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), entre abril e junho foram produzidas 1,03 bilhão de dúzias de ovos, alta de 3,2% frente ao trimestre anterior e de 7,2% em relação ao mesmo período de 2023. O mês de maio foi o destaque, com 349,5 milhões de dúzias, crescimento de 7% sobre o mesmo mês do ano passado.
Apesar do avanço na oferta, os preços caíram de forma moderada. O bom desempenho das exportações ajudou a enxugar a disponibilidade interna e limitou uma queda mais acentuada. No trimestre, a caixa com 30 dúzias do ovo tipo extra branco, negociada em Bastos (SP), recuou 4,3%. Para o ovo vermelho, a desvalorização foi de 6% na principal praça paulista.
Analistas destacam que o consumo interno segue firme, sustentado pelo preço mais acessível do ovo frente a outras proteínas, como carne bovina e frango. Além de mais barato, o alimento conquistou espaço na dieta dos brasileiros por ser uma fonte de proteína saudável e de preparo prático. A expectativa é de que a demanda se mantenha aquecida no segundo semestre, ajudando a sustentar os preços mesmo diante de um cenário de produção elevada. (com Cepea)
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