A segunda metade de setembro tem sido de queda para os preços do café no mercado interno. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada(Cepea) mostra que a cotação das duas principais variedades, arábica e robusta, recuou de forma expressiva no período.
De acordo com os pesquisadores, a pressão vem de uma combinação de fatores: previsão de chuvas mais intensas nas regiões produtoras, que pode favorecer a próxima safra, realização de lucros por parte dos investidores e liquidação de posições de compra na Bolsa de Nova York (ICE Futures), após semanas de forte valorização. Soma-se a isso a possibilidade de os Estados Unidos retirarem tarifas sobre o café brasileiro, o que trouxe volatilidade ao mercado. Apesar do movimento de baixa, os pesquisadores do Cepea destacam que os preços continuam em níveis elevados. O cenário de oferta restrita, estoques reduzidos e sobretaxação ainda vigente do café brasileiro no mercado norte-americano têm funcionado como suporte para as cotações.
Entre 15 e 22 de setembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, caiu 10,2%, fechando o dia 22 em R$ 2.133,08 por saca de 60 kg. O robusta seguiu a mesma tendência: o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, recuou 11,1% no período, encerrando a R$ 1.313,22 por saca. (com Cepea)
Foto: José Fernando Ogura/AEN




