Os preços depreciados devem fazer com que os produtores paranaenses sigam a tendência observada nas principais regiões do país
A área de arroz irrigado deve apresentar uma redução no Estado, passando de 18,4 mil hectares para 17,9 mil hectares. Essa estimativa foi divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
O coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral, Hugo Godinho, ressaltou que os preços depreciados devem fazer com que os produtores paranaenses sigam a tendência observada nas principais regiões do país, reduzindo a área cultivada. “No Paraná, os preços do arroz recuaram 45% em setembro, frente ao mesmo mês de 2024. O mesmo foi observado em outras regiões produtoras, o que levou a Federarroz a orientar os produtores a diminuírem as áreas para conter a oferta”, informou Godinho.
Outro fator que desestimulou os produtores paranaenses de arroz foi o prejuízo causado pelas cheias do Rio Ivaí nas duas últimas safras. “Por ser cultivado nas várzeas dos rios, é comum que o arroz sofra alagamentos. No entanto, a frequência e intensidade desses eventos chamam a atenção para um fator que pode estar relacionado ao problema: a baixa cobertura florestal na região”, destacou.
Ele informou que na Bacia do Rio Ivaí a cobertura vegetal natural é de 19%, bem abaixo dos 29% que se verifica no restante do território paranaense. Os principais produtores de arroz no Estado são: Querência do Norte, Santa Isabel do Ivaí, Santa Mônica, Santa Cruz do Monte Castelo e Planaltina do Paraná. Nesses municípios o percentual de cobertura natural cai para 14%.
Godinho ressaltou que ações de recomposição da vegetação ciliar na região podem trazer benefícios diretos para os produtores, minimizando o impacto das cheias, ao melhorar a permeabilidade do solo, reduzindo processos erosivos e o assoreamento dos cursos d’água da bacia. (com AEN)
Foto: Mapa




