domingo, outubro 25, 2026

Exportações de carne suína aumentam 35,5% no Paraná

As Filipinas lideraram as compras com 5,7 mil toneladas

O mês de setembro foi especialmente positivo para as exportações de carne suína do Paraná. Os dados da plataforma Comex Stat/MDIC mostram o embarque de 25,2 mil toneladas, volume 35,5% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. As Filipinas lideraram as compras com 5,7 mil toneladas.

“O país se mantém como principal destino pelo quinto mês consecutivo, evidenciando a consolidação deste novo mercado, para onde o Paraná passou a enviar volumes expressivos há pouco mais de um ano”, ressaltou a veterinária do Deral Priscila Marcenovicz.

O Vietnã ficou na segunda colocação, com 5,2 mil toneladas. Já Hong Kong caiu para a terceira posição, com 3,2 mil toneladas, mas no acumulado do ano foi o principal destino das exportações de carne suína do Paraná.

Em seguida destacaram-se o Uruguai (2,5 mil toneladas) e Argentina (2,4 mil toneladas), além de volumes menores para os Emirados Árabes Unidos, Georgia, Costa do Marfim e Cuba. Para Priscila, esse desempenho reflete a confiança internacional na qualidade da produção paranaense, bem como os efeitos da abertura de novos mercados na diversificação e ampliação das parcerias comerciais.

Bovinos – As exportações brasileiras de carne bovina também foram recordes em setembro. O Brasil embarcou 347 mil toneladas, gerando uma receita de US$1,9 bilhão. “Ainda que as tarifas impostas pelo governo americano tenham diminuído drasticamente as exportações para o país, o volume foi absorvido por outros compradores, a exemplo da China, cujo volume adquirido aumentou em quase 40% em relação a setembro de 2024”, informou Thiago de Marchi da Silva, veterinário do Deral.

Ele acrescentou que países como o Paraguai estão comprando carne brasileira para abastecer o mercado interno, enquanto exportam a própria produção para os EUA. “As importações paraguaias de carne brasileira aumentaram 90% no comparativo entre os períodos de janeiro a setembro de 2024 e 2025”, observou Silva. (com informações da AEN)

Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN

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