A liquidez no mercado brasileiro de milho continua baixa. Segundo análises do Cepea — o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP, referência nacional no monitoramento do agronegócio — muitos vendedores seguem afastados das negociações no mercado spot. Do lado da demanda, há interesse por novas compras, mas os negócios confirmados seguem restritos a pequenos volumes.
O Cepea aponta que a recente recuperação das cotações externas e o avanço das exportações brasileiras têm dado sustentação aos preços internos. Em sentido contrário, a desvalorização do dólar, o bom desenvolvimento das lavouras de primeira safra e o elevado excedente disponível no país podem pressionar as cotações. Com esses fatores em jogo, o mercado deve continuar buscando um ponto de equilíbrio nos próximos meses.
No Paraná, um dos principais estados produtores, o preço médio do milho no balcão está em R$ 53,23, valor que tem se mantido relativamente estável diante do cenário de incertezas. No campo, o clima segue favorecendo a semeadura e o desenvolvimento das lavouras de verão. Mesmo assim, produtores do Paraná e do Rio Grande do Sul permanecem em alerta por causa de chuvas intensas, ventos fortes e registros de granizo em algumas regiões.
Segundo a Conab, até 8 de novembro, 47,7% da área da safra de verão havia sido semeada no país — avanço semanal de 4,9 pontos percentuais e acima da média dos últimos cinco anos. (com Cepea)
Mercado de milho segue lento no Brasil




