Os Estados Unidos anunciaram, no dia 20 de novembro, a retirada do café da lista de produtos sujeitos à sobretaxa de 40%. A medida veio poucos dias após o governo norte-americano também eliminar a tarifa adicional de 10% aplicada em abril deste ano. Segundo pesquisadores do Cepea, a decisão era aguardada pelo setor exportador e trouxe um forte sentimento de alívio e otimismo.
A lentidão nos embarques desta safra vinha preocupando agentes do mercado, que temiam perda de espaço para concorrentes internacionais. A retirada da sobretaxa tende a destravar parte desses envios e melhorar a competitividade do produto brasileiro. No entanto, o café solúvel segue fora do benefício: ele permanece sujeito à tarifa de 50%, apesar de os EUA serem um dos principais compradores dessa categoria. Por isso, as negociações entre representantes dos dois países devem continuar na tentativa de estender a isenção também ao produto industrializado.
Mesmo com o anúncio positivo, os preços no Brasil e no mercado externo ainda são influenciados pela oferta limitada e pelos estoques globais reduzidos — fatores que continuam sustentando as cotações, conforme aponta o Cepea. (com Cepea)
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