A procura por soja para pronta entrega movimentou o mercado spot brasileiro e deu sustentação às cotações internas nas últimas semanas. De acordo com levantamentos do Cepea, o cenário também impulsionou os prêmios de exportação, principalmente nos contratos com embarques de curto prazo.
Pelo lado da oferta, produtores adotam postura cautelosa nas negociações. A irregularidade climática em diferentes regiões do País mantém vendedores atentos, o que reduz o volume disponível no mercado. No Sul e no Nordeste, o déficit hídrico reforça a resistência dos agricultores em fechar novos contratos. Já no Sudeste, o excesso de chuvas interrompeu temporariamente a colheita, restringindo a oferta da oleaginosa.
Outro fator que limita avanços mais expressivos nos preços é a valorização do real frente ao dólar, que diminui a competitividade da soja brasileira em relação à norte-americana. Além disso, a expectativa de aumento na relação estoque/consumo também pressiona o mercado.
Apesar dos entraves climáticos, as projeções seguem otimistas. A Conab estima safra de 177,98 milhões de toneladas, enquanto o USDA projeta 180 milhões de toneladas, números que indicam produção recorde no Brasil. (Texto: Cepea)
Foto: Wenderson Araujo/Trilux




