Produtores brasileiros seguem concentrados nas atividades de campo, com prioridade para a colheita e o escoamento da soja, além do plantio da 2ª safra de milho. Esse movimento tem reduzido a oferta de milho no mercado spot nacional, influenciando o comportamento dos preços.
De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), nas regiões consumidoras — como no estado de São Paulo — a disponibilidade de milho está abaixo da demanda, fator que mantém as cotações firmes nas negociações.
Por outro lado, em áreas produtoras do Sul do país, onde ocorre a colheita da safra de verão, os preços do cereal apresentam enfraquecimento. Ainda assim, quedas mais expressivas são limitadas pela postura dos agricultores, que optam por reter o milho aguardando uma possível recuperação dos valores no curto prazo. No Paraná, por exemplo, o preço médio do grão está na casa dos R$ 51,00/sc.
A estratégia também se apoia, principalmente, no fato de muitos vendedores estarem priorizando a comercialização da soja neste momento, o que reduz a pressão imediata sobre o mercado do milho. (com Cepea)
Foto: Cleber França




