As cotações da mandioca ganharam força no fim de fevereiro e registraram a maior alta semanal dos últimos cinco meses. O movimento foi impulsionado pelo desequilíbrio entre a oferta limitada e a demanda industrial aquecida.
De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a baixa produtividade nas lavouras e o menor rendimento de amido continuam influenciando as decisões dos produtores. Diante da rentabilidade atual, muitos optaram por adiar a colheita e segurar as entregas, reduzindo ainda mais a disponibilidade no mercado.
No segmento de fécula, a última semana de fevereiro foi marcada por maior movimentação, puxada pela necessidade de reposição de estoques em diferentes setores consumidores. A produção abaixo do esperado também contribuiu para sustentar a valorização do derivado.
No Paraná, a tonelada da mandioca está sendo comercializada ao preço médio de R$ 485,00, refletindo o cenário de oferta enxuta e demanda firme. (com Cepea)
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