Os preços do milho continuam sustentados nos mercados interno e externo. No Brasil, a liquidez segue limitada, uma vez que produtores estão focados nas atividades de campo, o que reduz o ritmo das negociações. Ainda assim, a demanda permanece aquecida, com compradores atuantes na recomposição de estoques.
Levantamentos do Cepea — centro de pesquisas vinculado à Esalq/USP que monitora os principais indicadores do agronegócio — indicam que o volume de negócios permanece restrito. O cenário reflete incertezas no contexto geopolítico e preocupações com a logística nacional, especialmente diante de possíveis paralisações no transporte de cargas, o que mantém agentes mais cautelosos.
No Paraná, importante produtor nacional, o preço da saca de milho no mercado de balcão gira em torno de R$ 54,00, reforçando a sustentação das cotações mesmo diante da baixa liquidez.
No cenário internacional, as cotações do cereal avançam, impulsionados pela forte demanda nos Estados Unidos e pela valorização do petróleo, fator que eleva a competitividade do etanol produzido a partir do milho no país norte-americano.
Por outro lado, as altas externas encontram limitações diante das incertezas sobre a área de plantio nos Estados Unidos. O aumento dos custos de insumos, como fertilizantes e combustíveis — influenciado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã — pode impactar negativamente a produção do grão. (com Cepea)
Foto: Cleber França




