Os preços do óleo de soja seguem em alta no Brasil, sustentados por um cenário global de maior demanda e incertezas no setor de energia. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esse movimento é impulsionado, principalmente, pela expectativa de avanço no consumo de biodiesel e pelas dúvidas quanto ao abastecimento mundial de combustíveis, em meio às tensões no Oriente Médio e à valorização do petróleo.
No mercado interno, as indústrias brasileiras continuam atentas à possível elevação da mistura obrigatória de biodiesel, de B15 para B16. A mudança, inicialmente prevista para entrar em vigor em 1º de março, ainda não foi implementada, o que acaba limitando uma alta mais expressiva nas cotações domésticas do óleo de soja. Levantamento do Cepea aponta que, na região de São Paulo, o preço do óleo de soja bruto e degomado (com 12% de ICMS) alcançou R$ 6.953,38 por tonelada no dia 24 de março — o maior patamar desde 1º de dezembro do ano passado, quando a commodity era negociada acima de R$ 7.000,00 por tonelada.
No cenário internacional, o mercado da soja também registra valorização. Na Bolsa de Chicago (CBOT), às 6h45, os contratos futuros operavam em alta: o vencimento maio/2026 era cotado a US$ 11,65 por bushel, com avanço de 6,50 pontos; julho/2026 a US$ 11,81 (+6,25 pontos); agosto/2026 a US$ 11,76 (+6,25 pontos); e setembro/2026 a US$ 11,50 por bushel, com ganho de 5,50 pontos.
Esse conjunto de fatores — demanda aquecida por biocombustíveis, incertezas geopolíticas e valorização externa — reforça a sustentação dos preços da soja e seus derivados, mantendo o mercado atento aos próximos desdobramentos tanto no Brasil quanto no exterior. (com Cepea)
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