Os contratos futuros da soja operam em alta na manhã desta terça-feira (14), na Chicago Board of Trade (CBOT). O mercado registra ganhos moderados, sustentado por ajustes técnicos e expectativa de demanda consistente no cenário internacional.
Por volta das 06h38 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em maio de 2026 era cotado a US$ 11,64 por bushel, com valorização de 2,00 pontos. Já o contrato de julho avançava 1,75 pontos, negociado a US$ 11,79 por bushel. As posições seguintes também apresentavam desempenho positivo: agosto subia 1,50 pontos, a US$ 11,72, enquanto setembro registrava ganho de 1,50 pontos, cotado a US$ 11,51 por bushel.
O movimento de alta ocorre após sessões recentes de volatilidade, com o mercado buscando maior estabilidade diante de fatores fundamentais ainda em aberto. Entre eles, destacam-se o ritmo das exportações norte-americanas e o comportamento da demanda chinesa, principal compradora global da oleaginosa.
Além disso, agentes acompanham as condições climáticas nos Estados Unidos, que começam a ganhar relevância com a aproximação do período de plantio. Qualquer sinal de atraso ou adversidade climática tende a impactar diretamente as expectativas de oferta para a safra 2026/27, influenciando a formação dos preços.
No cenário macroeconômico, a oscilação do dólar e o comportamento de outras commodities também contribuem para o direcionamento do mercado. Investidores seguem atentos a possíveis ajustes nas posições, especialmente após recentes movimentações nos fundos especulativos.
Apesar da alta desta manhã, analistas avaliam que o mercado ainda carece de novos fundamentos mais robustos para sustentar um movimento consistente de valorização no médio prazo. Assim, a tendência é de continuidade da volatilidade, com oscilações guiadas por notícias pontuais e dados de demanda, oferta e guerra.
Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná




