O período da Quaresma intensificou a demanda por peixes no Brasil e impulsionou as vendas de tilápia ao longo de março. Como ocorre tradicionalmente nesta época, os preços da proteína subiram em todas as regiões monitoradas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
A maior procura esteve concentrada em peixes inteiros, especialmente destinados às feiras livres. Ao mesmo tempo, os frigoríficos mantiveram um ritmo elevado de abate para atender ao consumo aquecido. Ainda assim, o avanço nos custos da tilápia continua pressionando as margens da indústria.
Para os produtores, o cenário foi menos favorável: mesmo com a valorização do peixe, o poder de compra recuou em março. No mercado externo, o desempenho foi misto. Dados da Secex indicam que as exportações de tilápia e derivados somaram 962 toneladas no mês, queda de 11% em relação a fevereiro e de 38,4% na comparação anual.
Por outro lado, a receita apresentou crescimento no comparativo mensal. Em dólares, o faturamento atingiu US$ 4,7 milhões, alta de 36,3% frente a fevereiro, mas ainda 34,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em reais, a receita totalizou R$ 24,3 milhões, avanço de 37,1% no mês, porém com recuo de 40,1% em relação a março de 2025.




