Apesar do desempenho recorde das exportações brasileiras de carne suína, os preços do suíno vivo e da proteína seguem em queda no mercado interno neste início de abril. A combinação de demanda doméstica enfraquecida e elevada oferta tem pressionado as cotações em todo o país.
De acordo com levantamentos do Cepea, a procura interna, que já havia apresentado fraqueza ao longo de março, se manteve desaquecida na primeira quinzena de abril. Esse cenário, aliado ao ambiente altamente competitivo entre os agentes do setor e à maior disponibilidade de produto, intensiza o movimento de desvalorização.
Entre os dias 7 e 14 de abril, as quedas nos preços do suíno vivo foram as mais expressivas desde janeiro deste ano, refletindo um quadro de sobreoferta no mercado doméstico. Segundo pesquisadores do Cepea/Esalq, esse excesso de oferta tem sido determinante para pressionar as cotações.
Diante disso, os atuais preços do animal vivo atingem os menores níveis desde março de 2022, em termos reais. No caso da carne suína, os valores também registram forte recuo, alcançando os patamares mais baixos desde maio de 2020, considerando a inflação.
O cenário evidencia um descompasso entre o mercado externo e o interno. Enquanto as exportações seguem aquecidas e ajudam no escoamento da produção, o consumo doméstico enfraquecido não acompanha o ritmo, mantendo a pressão baixista sobre toda a cadeia suinícola no Brasil. (com Cepea)
Foto: Ari Dias | AEN




