O preço da couve-flor apresentou alta significativa em março, refletindo a menor oferta típica dos meses mais quentes do ano. Dados recentes mostram avanço nos valores tanto ao produtor quanto no varejo, influenciados principalmente pelas condições climáticas. No campo, o valor médio recebido pelos produtores foi de R$ 36,71 por dúzia, equivalente a R$ 3,06 por unidade. O valor representa um aumento de 12,8% em relação a fevereiro, quando a cotação era de R$ 32,58 por dúzia.
Apesar da elevação mensal, houve recuo de 8,71% na comparação com março de 2025, período em que o produto atingiu R$ 40,21 por dúzia. Na Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa/PR) de Curitiba, os preços também registraram forte oscilação ao longo do ano. A dúzia da hortaliça iniciou o ano em R$ 30 (R$ 2,50 por unidade) e atualmente é comercializada a R$ 50 (R$ 4,17 por unidade), o que representa um aumento de 66,7% no período. Em relação ao mesmo momento do ano passado, no entanto, há queda de 28,6%, já que o preço era de R$ 70 por dúzia.
No varejo, o impacto foi ainda mais evidente para o consumidor. Em março, a couve-flor foi vendida a R$ 9,38 por unidade, valor 20,4% superior ao registrado em fevereiro (R$ 7,79). Na comparação anual, o aumento é de 4,9%, considerando que em março de 2025 o preço médio era de R$ 8,94.
Segundo o engenheiro agrônomo Paulo Andrade, as oscilações estão diretamente ligadas à sazonalidade da produção. “Essas variações de preços estão ligadas ao fato de a oferta no verão ser menor, pois as ondas de calor intenso afetam a produção em quantidade e qualidade, tendendo os preços a arrefecerem à medida que o outono, com temperaturas mais amenas, se estabeleça”, explica.
Clima influencia produção e preços
A couve-flor é uma cultura sensível a altas temperaturas, o que reduz a produtividade e compromete a qualidade durante o verão. Esse cenário pressiona os preços para cima, sobretudo nos centros de distribuição e no varejo.
Com a chegada do outono, a expectativa é de aumento gradual na oferta, o que pode contribuir para a redução dos preços nos próximos meses. Ainda assim, o comportamento do mercado dependerá das condições climáticas e da regularidade da produção. (com AEN)
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