quarta-feira, outubro 21, 2026

Lista de fauna ameaçada tem 180 animais incluídos e 150 retirados

Exatas 790 espécies ou subsespécies estão sob diferentes graus de perigo

A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção passou por atualização após avaliações do estado de conservação conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Foram incluídas 180 espécies ou subespécies, como a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus). Outras 150 espécies foram retiradas da lista.

O novo documento reúne a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, com 790 espécies ou subespécies; além da Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas, com nove espécies.

>> Para consultar a lista completa acesse aqui a publicação do Diário Oficial da União.

O levantamento inclui mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, que foram classificados em cinco categorias:

  • Vulneráveis (VU),
  • Em Perigo (EN),
  • Criticamente em Perigo (CR),
  • Possivelmente Extintas (CR-PE) e
  • Extinta na Natureza (EW).

Os peixes e invertebrados aquáticos são classificados em outra lista também atualizada neste ano e divulgada no mês de abril.

A maior parte das espécies listadas são invertebrados terrestres, com 264 espécies ou subespécies ameaçadas de extinção. Há ainda 242 aves, 123 répteis, 102 mamíferos e 59 anfíbios.

Das nove espécies presentes na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Extintas, seis são aves, duas são anfíbios e há um mamífero: o roedor de Vespucci (Noronhomys vespuccii), que ocorria em Fernando de Noronha.

Proteção da biodiversidade

De acordo com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a lista é um dos instrumentos mais importantes para a proteção da biodiversidade brasileira.

“A lista reconhece, perante a nossa sociedade e o mundo, a situação das espécies brasileiras e também abre caminho para a construção de planos de recuperação e de conservação”, afirma Capobianco.

O documento substituiu a última versão publicada em 2022 e resulta de um esforço conjunto com comunidade científica e organizações da sociedade civil.

“Poucos países no mundo têm a capacidade de avaliar sua biodiversidade na escala que o Brasil faz hoje”, reforça o presidente do ICMBio, Mauro Pires.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Receba as informações do site diáriamente.

Mais do Canal do Agro

Sancionada lei que perdoa dívida e aumenta limite de MEI

Medida deve alcançar 17,6 milhões de empreendedores Foi sancionado nesta...

Trigo: qualidade cai com excesso de umidade

O clima tem atrapalhado a colheita do trigo no...

Plantio da soja está atrasado no Paraná

As chuvas frequentes no Paraná estão causando atraso no...

Mel do Paraná conquista selo IG

O Paraná segue conquistando reconhecimentos com produtos e manufaturas...

Clima preocupa safra de café no Brasil

Com as floradas dentro do esperado e o pegamento...

Governo impõe emergência zoossanitária após detectar Newcastle em SC

Organização Mundial de Saúde Animal foi notificada O governo federal...

Com avanço da área cultivada, Noroeste fortalece produção de alho no Paraná

Seminário em Umuarama busca estimular produtores, com foco nas...