O mercado do milho começou a dar sinais de recuperação nesta segunda-feira (29), interrompendo, ao menos em parte, o movimento de queda observado nas últimas semanas. No Paraná, as principais cooperativas elevaram o preço da saca de R$ 51 para R$ 52, refletindo um ajuste nas cotações em meio ao avanço da colheita da segunda safra e às preocupações com os efeitos das baixas temperaturas sobre as lavouras.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a tendência de desvalorização perdeu força em algumas das principais praças acompanhadas pela instituição. Apesar disso, o volume de negócios segue restrito devido à postura cautelosa dos compradores.
A recente onda de frio que atingiu importantes regiões produtoras passou a ser um dos fatores monitorados pelo mercado. Embora ainda seja cedo para medir eventuais impactos sobre a produtividade das lavouras, agricultores acompanham atentamente os efeitos das baixas temperaturas, especialmente em áreas onde a segunda safra ainda está em fase final de desenvolvimento.
Essa preocupação ajudou a reduzir a pressão vendedora em algumas regiões, contribuindo para a estabilização dos preços.
Compradores seguem abastecidos
Mesmo com a reação nas cotações, o ritmo das negociações permanece lento. Segundo o Cepea, muitos compradores relatam estar abastecidos para atender às necessidades de curto e médio prazos, reduzindo a urgência por novas aquisições.
Essa postura limita uma recuperação mais consistente dos preços e mantém o mercado operando com baixo volume de negócios.
Enquanto isso, produtores avaliam o melhor momento para comercializar a safra, acompanhando tanto a evolução da colheita quanto o comportamento das cotações nos próximos dias.
Foto: Cleber França




