terça-feira, outubro 20, 2026

Planta de cobertura eleva produtividade da soja em até 8,1 sacas por hectare, aponta estudo

Pesquisa avaliou o desempenho da soja plantada em sequência do milho e de diferentes plantas de cobertura na safra 2025/26; conjunto de estudos técnicos será apresentado em webinar da Wolf Seeds

A escolha da planta de cobertura pode influenciar diretamente o desempenho da cultura seguinte. É o que indica um estudo conduzido pelo GAPES ICT (Instituto de Ciência, Gestão, Tecnologia e Inovação), em Rio Verde (GO), que avaliou o impacto de diferentes plantas de cobertura no sistema de produção de soja na safra 2025/26.  

Entre as coberturas avaliadas, a brachiaria híbrida Mavuno proporcionou produtividade de 83,7 sacas de soja por hectare, um incremento de 6,6 sacas/ha na comparação às 77,1 sc/ha do plantio referência, onde a soja foi cultivada após milho. 

O maior ganho numérico do experimento foi registrado pelo Mix de Cobertura da Wolf Sementres que além de Mavuno leva em sua composição Crotalária, Nabo Forrageiro, Milheto BRS 1501 e Feijão Guandu. Foram colhidas 85,2 sacas por hectare, incremento de 8,1 sc/ha em relação à referência. 

O estudo foi conduzido em delineamento em blocos casualizados (DBC), com quatro blocos e parcelas de 5 x 3 metros, em área com 40,42% de teor de argila. Foram avaliados seis tratamentos: milho P3601 PWU isolado, Mavuno, BRS Piatã, Ruziziensis, Mix de Cobertura e Mix de Pastejo. As avaliações incluíram produtividade acumulada do sistema soja-milho, compactação do solo, altura de planta, estande e análise de solo (Fe, K, Zn, P e Cu) antes e depois do cultivo das plantas de cobertura.  

Os resultados da produtividade da soja foram: 77,1 sc/ha para a referência (milho isolado), 83,7 sc/ha para Mavuno, 81,1 sc/ha para BRS Piatã, 79,2 sc/ha para Ruziziensis, 85,2 sc/ha para o Mix de Cobertura e 79,4 sc/ha para o Mix de Pastejo. 

“O estudo do GAPES, não mostrou apenas ganho de produtividade na soja. O Mavuno também produziu mais matéria seca, 9,6 toneladas por hectare, contra 7,9 do Piatã e 6,2 da ruziziensis. São dois parâmetros que caminham juntos e mostram a consistência do material dentro do sistema”, afirma Tiago Penha Pontes, engenheiro agrônomo e gerente técnico da Wolf Seeds. 

O papel do fósforo no resultado 

O trabalho também analisou a relação entre os atributos químicos do solo e a produtividade. Foi identificada correlação positiva moderada (r = 0,46) entre os teores de fósforo remanescentes no solo e a produtividade da soja. Entre os tratamentos, o Mix de Cobertura apresentou a menor redução no teor de fósforo após o cultivo das plantas de cobertura, de 14,55%, enquanto os demais tratamentos registraram quedas superiores a 25%.  

O relatório aponta ainda que a maior produção de biomassa, isoladamente, não apresentou correlação significativa com a produtividade da soja. Ou seja, os tratamentos com maior volume de matéria seca (como o Mix de Pastejo, com 18,4 t/ha) não foram necessariamente os que mais impactaral no aumento de produtividade. 

“Durante muito tempo, a gente trabalhava com estimativa. Agora temos a prova: um estudo conduzido por um instituto respeitado, ao longo de dois anos, mostrando o que o Mavuno entrega dentro do sistema de produção. O que sempre vimos e ouvimos dos agricultores agora comprovado pela ciência”, explica Alexander Wolf, CEO da Wolf Seeds. 

De acordo com o executivo, o estudo do GAPES ICT também contribui para consolidar o posicionamento do Mavuno como uma tecnologia voltada ao produtor de grãos, e não apenas como opção de forrageira para pecuária. 

“Quando você coloca na ponta do lápis o custo da semente e o retorno em sacas de soja, a conta fecha muito a favor do produtor. Fizemos a estimativa em uma propriedade de 10 mil hectares e, mesmo com um investimento inicial mais alto, o retorno do Mavuno ultrapassa com folga o de outras coberturas do mercado”, acrescenta. 

Webinar aberto 

Os resultados do estudo do GAPES ICT serão apresentados pela Wolf Seeds no webinar “Tecnologia de Cobertura: mais proteção, maior produção”, marcado para 27 de agosto (quinta-feira), às 18h, no horário de Brasília. O encontro será online e discutirá como a escolha da cobertura pode impactar o sistema de produção. 

Participam do webinar Mirlane Pereira, analista de Pesquisa e Desenvolvimento da Wolf Seeds; Landry Loesch, especialista técnico de pastagens da Wolf Seeds; e João Pedro Vitro, pesquisador de Herbologia do Instituto GAPES ICT. A proposta é apresentar os dados técnicos dos estudos e discutir, de forma prática, o papel das plantas de cobertura no planejamento da próxima safra. 

SERVIÇO 
Webinar Tecnologia de Cobertura: mais proteção, maior produção 
Data: 27 de agosto de 2026 (quinta-feira) 
Horário: 18h (horário de Brasília) 
Trasmissão online e gratuita no site: webinar.wolfseeds.com.br

(Foto: Divulgação)

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