As cotações do café arábica acumulam forte recuo em setembro, em um mercado marcado por negociações mais pontuais. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a pressão sobre os preços está relacionada principalmente ao avanço da colheita da safra 2026/27, à revisão positiva da produção brasileira e à recuperação dos estoques certificados na Bolsa de Nova York, a ICE Futures.
O cenário de oferta também ganhou reforço com as condições climáticas observadas nas principais regiões produtoras. O volume de chuvas registrado ao longo do período contribuiu para manter a umidade do solo justamente durante a abertura das flores dos cafeeiros. Com isso, diminuiu o temor de falta de água em uma fase considerada importante para o desenvolvimento da próxima produção.
Nos últimos dias, porém, o mercado voltou a registrar alguma reação nos preços. O calor intenso e a ausência de chuvas em determinadas regiões produtoras aumentaram a preocupação dos cafeicultores com o pegamento das flores. Para o setor, as condições climáticas das próximas semanas serão determinantes para a definição do potencial produtivo da próxima safra e podem influenciar o comportamento das cotações.
Foto: Emater de Carlópolis




