Solo úmido dificulta os trabalhos no campo, enquanto menor disponibilidade de matéria-prima reduz o processamento nas fecularias
As chuvas registradas nos últimos dias continuam dificultando a colheita de mandioca em grande parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Mesmo menos frequentes, as precipitações mantiveram os solos úmidos, restringindo as operações no campo e contribuindo para sustentar os preços da raiz.
No mercado de derivados, a liquidez permanece limitada. A oferta reduzida e o adiamento de compras por parte dos consumidores industriais têm influenciado as negociações, com pressão sobre as cotações em alguns segmentos. No Paraná, um dos maiores produtores do Brasil a tonelada da raiz está sendo negociada ao preço médio de R$ 606,00.
Excesso de umidade preocupa produtores
De acordo com pesquisadores do Cepea, lavouras implantadas entre junho e julho apresentam desenvolvimento vegetativo mais lento. Em determinadas áreas, o excesso de umidade já provoca perdas, o que pode comprometer a disponibilidade de mandioca nos próximos períodos.
A preocupação aumenta diante da redução das áreas cultivadas nas regiões monitoradas pelo centro de pesquisas. A combinação entre menor área plantada, dificuldades na colheita e possíveis perdas nas lavouras pode restringir ainda mais a oferta da matéria-prima.
Processamento nas fecularias recua
A menor disponibilidade de mandioca também afeta a indústria. Segundo o Cepea, o volume semanal de raiz processado pelas fecularias caiu para o menor nível desde janeiro.
O cenário mantém o mercado atento à evolução das condições climáticas, ao ritmo da colheita e à disponibilidade de matéria-prima. Esses fatores serão determinantes para o comportamento dos preços e para o abastecimento das indústrias nas próximas semanas.
Fonte: Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).
Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN





