sexta-feira, março 6, 2026

Prêmio vai homenagear mulher do agro paranaense

O Prêmio Orgulho da Terra Paraná, que distingue produtores rurais com melhores práticas no agronegócio, tem neste ano, pela segunda vez, uma categoria dedicada às mulheres. Ela valoriza a contribuição das mulheres no setor que é o carro-chefe da economia paranaense e faz do Estado um destaque em produção de alimentos, tecnologia, inovação e sustentabilidade. São 17 categorias no total.

Os técnicos do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater) e do Sistema Ocepar são os responsáveis por indicar os homenageados e avaliar os empreendimentos sob a perspectiva social, ambiental e econômica.

Em 2022, a categoria Mulheres no Agro homenageou a zootecnista Andressa Seliger Barbosa, que criou junto à prefeitura de Ponta Grossa uma feira especializada em suculentas. Com a pandemia, a feira teve de ser interrompida e Andressa expandiu seu negócio através das redes sociais. Atualmente também faz parte da Feira do Produtor de Ponta Grossa. “Muitos destes clientes hoje vêm conhecer nossa estufa. A homenagem também foi importante para que eu participasse ainda mais do universo das mulheres no agro”, afirma. 

Outra categoria entre as 17 do Prêmio Orgulho da Terra é a do café. Na edição do ano passado, a produtora Sirlei da Cruz Carvalho, de Joaquim Távora, foi homenageada junto com o marido, Edson Messias de Carvalho. Ela é coordenadora do grupo Mulheres do Café, projeto do IDR-Paraná que há dez anos promove cursos, capacitações e encontros para incentivar mulheres que desejam empreender na produção de cafés especiais.

No Paraná, mais de 40 mil mulheres do campo conduzem o próprio negócios, segundo dados do Censo Agropecuário. Além disso, a contribuição feminina é fundamental para os empreendimentos familiares no meio rural.

A técnica Flávia Leão Almeida Silva, do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater), dá assistência a diversos produtores do Estado e observa que as mulheres estão ganhando visibilidade. “Elas estão mais inseridas e engajadas. Elas são líderes do campo, trabalham de maneira comunitária e desenvolvem projetos muito importantes para o Estado”, acrescenta.

A terceira edição do Prêmio Orgulho da Terra, que acontece em 21 de novembro, vai homenagear, ainda, as seguintes categorias: aves, erva-mate, feijão, bovinocultura de leite, suínos, piscicultura, agricultura orgânica, agroindústria, bovinocultura de corte, inclusão social, sericicultura, soja e milho, sucessão, tecnologia e turismo rural. O tema deste ano é “Desenvolver sem esgotar”. O prêmio é uma iniciativa do Grupo RIC e do Governo do Estado.

Foto: AEN

Receba as informações do site diáriamente.

Mais do Canal do Agro

Governo regulamenta regras de salvaguardas em acordos comerciais

Medida protege indústria brasileira em caso de excesso de...

Senado aprova acordo entre Mercosul e União Europeia

Texto ratificado pelos parlamentares conclui tramitação no Congresso O Senado...

IAT aplicou quase R$ 170 mil em multas durante a piracema no PR

O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou nesta quarta-feira...

Arroz tem leve alta em fevereiro com oferta restrita

O mercado de arroz em casca no Rio Grande...

Café arábica recua em fevereiro, mas segue em nível elevado

O preço médio do café arábica encerrou fevereiro no...

PF prende Daniel Vorcaro em 3ª fase da Operação Compliance Zero

A terceira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada...

Simental Brasileiro: genética adaptada à realidade do campo

Originária de uma das linhagens europeias mais difundidas no...