quinta-feira, julho 23, 2026

FPA emite nota sobre Plano Safra 2024/25

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reconhece o esforço feito pelo governo federal para a agricultura familiar, no aumento do montante do Plano Safra 24/25 e no crescimento dos recursos destinados a equalização de juros. A bancada ressalta a importância do corte de 5% para 2,5% – uma redução que chega a 50% em algumas linhas de crédito, o que deveria seguir para todo o setor agropecuário brasileiro. O agro é um só!

Alertamos, no entanto, para:

1. Aumento de risco de endividamento do setor agropecuário. O Plano Safra anunciado não traz novidades em recursos, não atendeu ao pedido dos produtores rurais para taxas de juros menores que pudessem ajudar na redução do custo de produção brasileiro e na diminuição do preço dos alimentos. A taxa Selic baixou 3,25%, mas os juros não foram reduzidos de forma equivalente. Um impacto diretamente no risco de inadimplência.

2. Para efeito comparativo, o exemplo do Pronaf com uma taxa de juros de apenas 4% ao ano para um empréstimo de R$100.000,00, pode gerar, ao final de um período de um ano, um custo total do empréstimo de R$18.624,40, resultando em uma taxa efetiva de 18,62% ao ano, ou seja, 4,6 vezes a taxa de juros nominal anunciada. Vejam a seguir:

Os custos adicionais incluem:

  • Juros Efetivos: R$4.000,00
  • Registro de cédula em cartório: R$380,00
  • Custo com Projeto Técnico: R$2.000,0
  • Proagro (milho): custo do seguro é de R$7.900,0
  • Seguro de Vida: R$1.000,00 (Exigido como parte das condições do empréstimo)
  • Título de Capitalização: R$2.000,00 (Frequentemente exigido como garantia)

3. A FPA trabalhou em franco diálogo com o governo federal ao levar a demanda do setor agropecuário brasileiro para o Plano Safra 24/25. Ressaltamos que as políticas públicas não podem ser definidas pelo governo federal apenas como pleito econômico. O alerta presidencial faz todo sentido a partir do próprio anúncio do Plano Safra 24/25 sem seguro suficiente, juros altíssimos que competem com a diminuição da oferta de crédito, especialmente em casos extremos de mudanças climáticas, aumentando mais ainda o risco; e

4. O aceno para o setor agropecuário passa pelo reconhecimento da necessidade de um seguro maior, de segurança jurídica maior e da preservação do direito de propriedade no Brasil como política de Estado, sem invasões e sem simbologias presidenciais de que quem comete crime, lança planos oficiais de governo sentado ao lado do Presidente da República.

Frente Parlamentar da Agropecuária

Foto: Cleber França

Receba as informações do site diáriamente.

Mais do Canal do Agro

Decreto adia exigência de CNPJ para autônomos e produtores rurais

Emissão de documentos fiscais por pessoas físicas é prorrogada Os...

Suíno vivo: mercado integrado supera preços do independente em julho

Os preços do suíno vivo negociado no sistema integrado...

Arroba do boi gordo aproxima preços entre estados produtores

Apesar da redução das diferenças de preços entre os...

Pesquisa avalia leite de jumenta como alternativa para reduzir uso de antibióticos

Estudos são conduzidos pela Universidade Federal Rural de Pernambuco O avanço...

Começa a vigorar tarifaço dos EUA ao Brasil

Começou a vigorar nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional...

Jornal inglês cobra governo brasileiro sobre transposição do Rio São Francisco

Uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian voltou...

Exportações de café caem, mas receita se mantém

As exportações brasileiras de café registraram retração na temporada...

Milho: colheita avança para 29% no PR

Neste início de safra as produtividades estão variando bastante...