quinta-feira, março 5, 2026

Algodão: produção é estimada em 3,73 mi/ton na safra 2025/26

Cenário de oferta elevada e demanda doméstica firme é impulsionado por custos menores das matérias-primas e maior competitividade das indústrias nacionais

As projeções deste mês de outubro para a safra 2025/26 de algodão divulgadas pela da StoneX, empresa global de serviços financeiros, apontam para um cenário de oferta elevada e demanda doméstica consistente. Para o novo ciclo 2025/26, a consultoria realizou uma revisão positiva na área plantada nacional, resultando em uma projeção de 3,73 milhões de toneladas.

Apesar do avanço geral, o levantamento aponta que o Mato Grosso deve reduzir sua área total em cerca de 90 mil hectares, o que representa uma queda aproximada de 6% em relação ao ciclo anterior. Já na Bahia, a expectativa é de manutenção da área cultivada em níveis semelhantes aos do último ciclo.

No mercado doméstico, a StoneX destaca uma revisão positiva no consumo interno para a safra 2025/26, sustentada por uma demanda relativamente firme. “A combinação entre preços mais baixos das matérias-primas e a maior competitividade das indústrias nacionais deve favorecer uma presença mais ativa das fiações no mercado interno”, explica o analista de Inteligência de Mercado, Raphael Bulascoschi.

Safra 2024/2025 é revisada para cima

Segundo Bulascoschi, as estimativas de outubro para a safra brasileira de algodão passaram por revisões significativas. A produção da safra 2024/25, já colhida, foi revisada para 4,15 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 150 mil toneladas em relação à projeção divulgada em setembro.

De acordo com o analista, o ajuste reflete rendimentos superiores ao esperado em estados-chave como Bahia e Mato Grosso, além de revisões pontuais em regiões de menor representatividade na produção nacional.

O balanço de oferta e demanda também foi atualizado, refletindo os amplos níveis produtivos e a forte disponibilidade interna. A estimativa para as exportações da safra 2024/25 foi ajustada para 3,0 milhões de toneladas, e a mesma projeção foi mantida para 2025/26, indicando que o Brasil deve seguir com ritmo firme de embarques nos próximos meses e no primeiro semestre do próximo ano. (Divulgação)

Foto: divulgação

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