O setor exportador de produtos citrícolas recebeu um respiro importante nos últimos dias. Nos Estados Unidos, o governo retirou, ainda na primeira quinzena de novembro, a tarifa extra de 10% que havia sido aplicada de forma generalizada em abril e que seguia incidindo sobre o suco de laranja brasileiro. Para os subprodutos, uma ordem executiva publicada na última quinta-feira, 20, zerou as tarifas de 40% sobre óleos essenciais, itens terapêuticos e polpa de laranja. Mesmo assim, esses produtos seguem submetidos à sobretaxa de 10%.
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP (Cepea), a medida chega em um momento favorável, já que o setor enfrenta ritmo lento nos embarques internacionais. Agentes ouvidos pelo centro destacam que a retirada das tarifas ajuda a manter a competitividade do suco brasileiro no mercado norte-americano, aspecto visto como essencial para o equilíbrio das exportações nesta temporada.
Apesar do avanço, permanece em vigor nos EUA a cobrança de US$ 415 por tonelada de FCOJ, tarifa existente antes das imposições adotadas na gestão do então presidente Donald Trump. No caso dos subprodutos, o Cepea aponta que as vendas já vinham perdendo espaço no mercado norte-americano devido aos custos adicionais, e que a isenção pode contribuir para a retomada dos embarques ao longo dos próximos meses. (Fonte: Cepea)
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