Os preços do café seguem em queda ao longo de abril, em meio a um cenário de forte volatilidade nos mercados. O movimento é mais intenso para a variedade robusta, pressionada principalmente pelo avanço da colheita e por fatores externos que influenciam as cotações.
De acordo com dados do Cepea, na parcial entre 1º e 20 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do café robusta tipo 6, peneira 13 acima, com retirada no Espírito Santo, registrou média de R$ 903,90 por saca de 60 quilos. Em termos reais — com valores corrigidos pelo IGP-DI de março de 2026 — trata-se do menor patamar desde março de 2024, quando a média foi de R$ 892,73 por saca.
Ainda segundo o levantamento, o valor atual representa uma queda de 11,55% em relação à média observada em março deste ano. A pressão sobre os preços está diretamente ligada ao início mais acelerado da colheita do robusta, que já se aproxima de um ritmo mais intenso, diferentemente do arábica, cuja safra ainda avança de forma mais gradual.
Além da oferta crescente, o mercado também é influenciado por incertezas no cenário internacional. Oscilações cambiais e tensões geopolíticas contribuem para ampliar a volatilidade, impactando a formação dos preços no curto prazo.
Para o café arábica, o comportamento também é de recuo no período. O Indicador CEPEA/ESALQ para o tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, apresenta média de R$ 1.824,91 por saca de 60 quilos até o dia 20 de abril. O valor é 4,6% inferior ao registrado em março — uma queda de R$ 88,98 por saca — e configura o menor nível desde julho de 2025, período marcado pela entrada da safra no mercado.
O cenário atual reforça a tendência de pressão sazonal típica deste período do ano, quando o aumento da oferta tende a limitar avanços mais consistentes nos preços, especialmente no caso do robusta. (com Cepea)
Foto: Secom SP




