sexta-feira, março 6, 2026

Cigarrinha-do-milho pode ocasionar perda total da produção se não manejada adequadamente

Desde 2015, a doença se espalha pelo Brasil e ainda hoje é considerada um desafio fitossanitário para a cadeia produtiva do cereal

A proliferação da cigarrinha-do-milho é uma preocupação crescente entre os produtores rurais. O inseto é vetor de doenças vasculares e sistêmicas que causam o chamado enfezamento da planta, problema capaz de reduzir em mais de 70% a produção de grãos nas cultivares suscetíveis, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Ainda no acompanhamento da instituição, as populações de cigarrinha-do-milho doença estão presentes no país desde 2015 e se deslocando, sendo registradas na Bahia, em Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Desde de 2019, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul também passaram a ser afetados. Atualmente, a proliferação da cigarrinha-do-milho e a ocorrência de enfezamentos dos cultivos são consideradas um desafio fitossanitário para a cadeia produtiva do cereal.

A Dalbulus maidis, como é tecnicamente chamada, é um desafio persistente para os agricultores, e tem causado danos consideráveis às plantações. Pesquisadores alertam que se a infestação não for controlada, o produtor pode perder até 100% da produção, a depender do nível de dano e de infestação. Hoje, a cigarrinha é vetor de patógenos que podem trazer três riscos sistêmicos ao milho, são eles: enfezamento pálido, enfezamento vermelho e o vírus da risca, que podem ser distinguidos pelos sintomas apresentados nas folhas e espigas. O vírus da risca, por exemplo, apresenta algumas necroses e pontos cloróticos entre as nervuras da folha. Já nos enfezamentos, é possível observar uma coloração pálida e vermelha, além da redução de internódios, multiespigamento e redução do sistema radicular.

Para evitar esses prejuízos, é fundamental que o agricultor invista no manejo adequado, combinando diferentes métodos de controle para proteger a produção e reduzir de forma significativa a presença do patógeno, mas principalmente, em produtos que ofereçam alta tolerância ao complexo, como os híbridos de milhos da Morgan: MG616, MG593, MG447, MG540 entre outros do amplo portfólio da marca que faz parte da LongPing High-Tech, e que atende essa necessidade do produtor rural.

Com mais de dez anos no mercado, a Morgan é referência em híbridos que têm elevado potencial produtivo, sanidade foliar, qualidade de grãos e colmo, e, principalmente, alta sanidade aos enfezamentos transmitidos pela cigarrinha-do-milho. A marca sempre utilizou o que há de mais inovador em tecnologia embarcada para proteção das plantas e, assim, proporcionar maior controle das principais pragas que atacam a cultura.

O MG616 é um híbrido que se adapta às diferentes condições das regiões produtivas do Brasil, com altos tetos produtivos para a produção de grãos e resultados significativos na produção de silagem, trazendo alta performance na produção de matéria seca e também em qualidade bromatológica. 

Foto: Cleber França

Receba as informações do site diáriamente.

Mais do Canal do Agro

Governo regulamenta regras de salvaguardas em acordos comerciais

Medida protege indústria brasileira em caso de excesso de...

Senado aprova acordo entre Mercosul e União Europeia

Texto ratificado pelos parlamentares conclui tramitação no Congresso O Senado...

IAT aplicou quase R$ 170 mil em multas durante a piracema no PR

O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou nesta quarta-feira...

Arroz tem leve alta em fevereiro com oferta restrita

O mercado de arroz em casca no Rio Grande...

Café arábica recua em fevereiro, mas segue em nível elevado

O preço médio do café arábica encerrou fevereiro no...

PF prende Daniel Vorcaro em 3ª fase da Operação Compliance Zero

A terceira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada...

Simental Brasileiro: genética adaptada à realidade do campo

Originária de uma das linhagens europeias mais difundidas no...