quinta-feira, março 5, 2026

Conheça a rota turística do morango no Paraná

Em outubro de 2025, durante o XI Simpósio Nacional do Morango, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) anunciou a abertura da Rota Turística do Morango Paranaense. A iniciativa é uma parceria com os produtores de morango da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), envolvendo inicialmente os municípios de São José dos Pinhais, Araucária, Colombo, Tijucas do Sul e Agudos do Sul, com previsão de expansão para outras regiões.

A ideia é aliar o turismo rural ao agronegócio, oferecendo atrativos para os visitantes como a oportunidade de conhecer de perto os locais de cultivo e poder fazer a colheita do morango fresco direto do pé para o consumo. Ao todo, 12 propriedades rurais fazem parte do projeto e os primeiros resultados já estão aparecendo.

PRODUÇÃO – O Paraná produziu, em 2024, cerca de 34,2 mil toneladas de morango, ocupando a segunda posição nacional, atrás apenas de Minas Gerais. Só na região de Curitiba foram produzidas 11,9 mil toneladas no mesmo ano. O preço médio do quilo girou em torno de R$ 20,60. Ainda em 2024, o maior produtor do Estado foi o município de Jaboti (4,6 mil toneladas), seguido de Piraí do Sul (3,6 mil toneladas). São José dos Pinhais ocupa a terceira colocação (3,3 mil toneladas). Os dados são do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, ressalta que a criação da Rota Turística do Morango demonstra uma ação importante do Governo do Estado para a melhoria da infraestrutura rural. “Essa rota vai ajudar a trazer renda para o produtor rural. É colocar dinheiro no bolso do pequeno produtor. Essa é uma das principais missões do Governo do Estado. Sem dúvida nenhuma, o Paraná vive o melhor momento da sua história”, disse Nunes.

A proposta é valorizar a agricultura familiar e promover o desenvolvimento sustentável, utilizando o turismo como atividade complementar de renda. As propriedades participantes recebem assistência técnica do IDR-Paraná, tanto na produção quanto na estruturação turística. Todas são validadas pela instituição, garantindo autenticidade e segurança aos visitantes. A experiência turística inclui contato direto com o cultivo e a colheita, degustação de produtos artesanais, aprendizado sobre o modo de vida dos produtores e apreciação das paisagens rurais.

“A Região Metropolitana de Curitiba é muito rica em rotas estruturadas de turismo, como a do vinho e cervejarias, por exemplo. Temos roteiros, especialmente rurais, que garantem experiências únicas aos turistas e essa nova rota do morango é uma delas, pois envolve o visitante pela gastronomia e natureza com infraestrutura e qualidade”, destaca o diretor-presidente do Viaje Paraná, órgão de promoção do turismo estadual vinculado à Secretaria do Turismo do Paraná.

Em Araucária, a Chácara Baedeski é uma das propriedades que fazem parte da Rota Turística do Morango Paranaense. O plantio do morango no local é feito há 25 anos. Mas a aposta no turismo rural é mais recente. “Faz cinco anos que a gente tem o colhe e pague aqui na chácara, que é a principal atração. Além disso, a gente tem também uma variedade de produtos coloniais, alguns feitos aqui na chácara com o morango. E também temos o café colonial e uma área de lazer. A família vem, faz a colheita e passa a tarde aqui conosco”, conta a Daiane Priscila Baedeski, produtora rural.

De acordo com ela, a criação da Rota dos Morangos trouxe uma visibilidade muito maior para o trabalho desenvolvido na região. “Percebemos mais alcance nas redes sociais, uma divulgação mais espontânea. A gente conseguiu alcançar mais clientes. Estamos com uma expectativa muito grande da rota ser um sucesso, tanto para a gente quanto para os outros produtores que também estão fazendo parte”, explica ela, destacando o apoio do IDR-Paraná. “O apoio técnico do instituto aqui na nossa chácara está sendo fundamental. Sempre que a gente precisa, eles estão nos orientando, ofertando sempre cursos para o nosso conhecimento, dando um suporte na nossa produção. Para a gente, o acompanhamento deles faz toda a diferença”, acrescenta.

O IDR-Paraná atua em parceria com os produtores, oferecendo orientação técnica e acompanhamento contínuo sobre sistemas de plantio, manejo de pragas, seleção de frutos e ponto ideal de colheita. “Esses empreendimentos devem aumentar o seu ticket médio. Depois da divulgação da Rota Turística do Morango Paranaense, o pessoal tem procurado os estabelecimentos com maior frequência, maior interesse. A ideia é que esses estabelecimentos recebam mais turistas rurais do que vinham recebendo”, afirma Raphael Branco de Araújo, engenheiro agrônomo do IDR-Paraná. (Texto: AEN)

Foto: Seab/AEN

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