segunda-feira, junho 8, 2026

Consumidor enfrenta alta de 76% no café de 500g

Considerando todas as variações comerciais do café, o aumento foi de 23%

O preço do café é um dos itens mais pressionados da cesta do trabalhador brasileiro. Segundo dados da VR, ecossistema de soluções para trabalhadores e empregadores, entre maio de 2022 e maio de 2025, o preço do café moído em embalagens de 500g subiu 76%, passando de R$ 14,20 para R$ 25,01 no período. Foi a maior variação entre as categorias analisadas. O estudo foi elaborado a partir das compras realizadas por mais de 3 milhões de trabalhadores conectados ao SuperApp VR, que enviaram pelo aplicativo mais de 5 milhões de notas fiscais.

Já o preço da embalagem de 250g do café, mais econômica, variou 33% no período, subindo de R$ 16,01 para R$ 21,37.

A VR também avaliou quanto o consumidor está pagando no café em cápsula e solúvel. Entre junho de 2022 e maio de 2025, o café em cápsula acumulou alta de 62%, saltando de R$ 9,65 para R$ 15,66, enquanto o café solúvel teve uma variação discreta, com aumento de pouco menos de 3%, indo de R$ 11,59 para R$ 11,89. Em ambos os casos, não foram registradas compras desse tipo de café em maio de 2022.

Na média geral, o preço do café cresceu 23% nos últimos três anos, passando de R$ 13,54 para R$ 16,68.

Confira a variação por categoria entre maio de 2022 e maio de 2025:

  • Café 500g: +76,1% (de R$ 14,20 para R$ 25,01)
  • Café em cápsula: +62,3% (de R$ 9,65 para R$ 15,66)
  • Café 250g: +33,5% (de R$ 16,01 para R$ 21,37)
  • Café solúvel: +2,6% (de R$ 11,59 para R$ 11,89)
  • Preço médio geral: +23,1% (de R$ 13,54 para R$ 16,68)

Ainda segundo os dados da VR, o trabalhador manteve o consumo regular do produto, com cerca de duas unidades de café compradas por mês, mas adaptou seu comportamento ao buscar opções mais acessíveis. Isso pode indicar uma substituição de marcas mais tradicionais por marcas regionais ou com melhor custo-benefício, como forma de se adequar ao cenário de alta de preços.

“Na VR buscamos parceiros na indústria que podem ajudar a fazer o dinheiro do trabalhador render mais, e essa dinâmica de análise de consumo retroalimenta o mercado ao fornecer dados estratégicos para as marcas, que podem, consequentemente, ofertar aquilo que melhor se adequa aos hábitos do usuário, em especial nesse período de alta dos alimentos”, explica Cassio Carvalho, diretor-executivo de Negócios Pessoa Física da VR. (Texto e foto: Divulgação)

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