O contraste com períodos recentes é evidente: em 2021 e 2022, por exemplo, o 7 de Setembro foi palco de grandes concentrações em várias cidades
O tradicional desfile cívico-militar de 7 de Setembro em Brasília chamou a atenção este ano não apenas pela formalidade do evento, mas principalmente pela baixa participação popular. Apesar da presença de autoridades e da estrutura montada para receber visitantes na Esplanada dos Ministérios, o público foi reduzido e bem abaixo das expectativas.
A data, que historicamente reúne milhares de pessoas em celebrações da Independência, refletiu um cenário distinto em 2025: arquibancadas esvaziadas, poucos grupos organizados e clima distante do fervor popular que costuma marcar a solenidade.
Além da cerimônia oficial, atos políticos promovidos por setores da esquerda em diferentes estados também não conseguiram atrair grande mobilização. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, atividades convocadas como contraponto ao desfile tiveram adesão limitada, com ruas praticamente vazias em comparação ao esperado.
Analistas avaliam que o esvaziamento tanto do desfile em Brasília quanto das manifestações paralelas é sintoma de um momento de distanciamento da população em relação à política institucional. A falta de engajamento direto em atos de rua demonstra, segundo especialistas, cansaço do eleitor diante das disputas ideológicas que marcaram os últimos anos.
O contraste com períodos recentes é evidente: em 2021 e 2022, por exemplo, o 7 de Setembro foi palco de grandes concentrações em várias cidades.
(Foto: reprodução TV Brasil)




