quarta-feira, outubro 21, 2026

Exportações brasileiras de açúcar recuam

As exportações brasileiras de açúcar registraram leve avanço em dezembro de 2025, alcançando 2,912 milhões de toneladas, crescimento de 2,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX).  

No acumulado de 2025, os embarques totalizaram 33,774 milhões de toneladas, configurando o segundo maior volume já registrado para o período, embora 11,7% abaixo do observado em 2024, quando o Brasil exportou o volume recorde de 38,237 milhões de toneladas. 

Apesar da retração na comparação anual, o desempenho das exportações reforça a posição do Brasil como principal exportador global da commodity, sustentado pela competitividade do açúcar brasileiro no mercado internacional e pela demanda ainda firme da China e de Bangladesh ao longo do ano. 

Com o avanço da infraestrutura e os ganhos de eficiência logística nos portos, o Brasil ampliou sua capacidade de escoamento de açúcar ao longo do ano, permitindo que os principais mercados de destino operem com níveis mais baixos de estoques. Esse movimento reflete maior agilidade e previsibilidade na reposição via açúcar brasileiro, reduzindo a necessidade de manutenção de estoques elevados pelos importadores. 

Em dezembro, os embarques de açúcar bruto atingiram 2,469 milhões de toneladas, leve recuo de 1,0% na comparação anual, enquanto as exportações de açúcar branco somaram 443 mil toneladas, crescimento de 31,6% no mesmo comparativo. No acumulado de janeiro a dezembro, as exportações de açúcar bruto e branco totalizaram, respectivamente, 29,469 milhões de toneladas (-12,0%) e 4,305 milhões de toneladas (-9,6%). 

Em função dos menores preços do açúcar no mercado internacional e da variação cambial, o valor médio do açúcar exportado pelo Brasil em dezembro foi de US$ 374,55/tonelada, queda de 21,6% em relação a dezembro de 2024 e o menor nível desde novembro de 2021. Como resultado, a receita total com exportações de açúcar recuou 19,4% na comparação anual, somando US$ 1,091 bilhão no mês. No acumulado de 2025, a receita atingiu US$ 14,109 bilhões, retração de 24,2% frente ao ano anterior. 

A China manteve-se como o principal destino do açúcar brasileiro em dezembro, absorvendo 385 mil toneladas (13,2% do total), seguida pela Arábia Saudita, com 324 mil toneladas (11,1%), e pela Argélia, com 228 mil toneladas (7,8%). 

No acumulado de janeiro a dezembro de 2025, a China também liderou as compras, com 4,739 milhões de toneladas (14,0%), crescimento de 56,9% em relação a 2024. A Índia apareceu na segunda posição, com 2,628 milhões de toneladas (7,8%), queda de 21,6% na comparação anual, enquanto a Argélia ocupou a terceira posição, com 2,121 milhões de toneladas (6,3%), recuo de 4,7% em um ano. 

(Texto e foto: Divulgação)

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