As exportações brasileiras de carne bovina in natura seguem em ritmo acelerado desde o ano passado, com volumes mensais superiores a 200 mil toneladas desde março de 2025, consolidando um dos períodos mais aquecidos da história recente do setor.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, apenas nos quatro primeiros meses de 2026, o Brasil embarcou 953,6 mil toneladas da proteína, resultado 15,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e quase 30% acima do volume exportado no primeiro quadrimestre de 2024.
Apesar do desempenho expressivo, o cenário externo começa a sinalizar desafios para os próximos meses. Pelo lado da China, há preocupação com a gestão de cotas de importação. Já na União Europeia, o anúncio recente da lista de países considerados em conformidade com as novas exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos em produtos de origem animal deixou o Brasil de fora.
Embora o mercado europeu represente, em média, cerca de 4% dos embarques brasileiros de carne bovina, a medida acende um alerta para o setor quanto às exigências sanitárias e regulatórias cada vez mais rigorosas impostas pelos parceiros comerciais.
Ainda assim, o contexto internacional segue favorável aos exportadores brasileiros. A oferta global de carne bovina permanece restrita, o que sustenta a demanda pela proteína nacional no mercado externo, conforme análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
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