No entanto, o anúncio recente de uma tarifa adicional de 50% pelo governo norte-americano já começou a impactar o mercado interno
As exportações da cadeia bovina seguem em ritmo acelerado em 2025. Mesmo com a imposição de novas tarifas por parte dos Estados Unidos, os embarques de carne brasileira para o país mais que dobraram no primeiro semestre, passando de 85 mil toneladas em 2024 para 181 mil toneladas neste ano — crescimento de mais de 100%, segundo dados do setor dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral).
No entanto, o anúncio recente de uma tarifa adicional de 50% pelo governo norte-americano já começou a impactar o mercado interno. A cotação da arroba bovina, que vinha se mantendo acima dos R$ 300,00, caiu para R$ 296,10 nesta semana, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). É a primeira vez que o valor fica abaixo desse patamar desde outubro do ano passado.
Apesar do impacto no setor bovino, o cenário é menos preocupante para a piscicultura paranaense. Segundo análise do Departamento de Economia Rural (Deral), o aumento da tarifa não deve causar grandes efeitos no curto prazo. Em 2024, o Paraná exportou 7,6 mil toneladas de tilápia, com quase toda a produção destinada aos Estados Unidos. As vendas somaram US$ 34,3 milhões — cerca de R$ 200 milhões.
“Se o aumento tarifário for mesmo aplicado, é possível que as principais cooperativas paranaenses optem por reduzir os preços para manter o foco na consolidação desse novo mercado, mais do que na lucratividade imediata”, avaliou Edmar Gervásio, analista da área de piscicultura do Deral.
Segundo ele, essas cooperativas, que juntas movimentam mais de R$ 32 bilhões ao ano, teriam impacto inferior a 1% do faturamento com a medida. “Mesmo em um cenário extremo, com as exportações interrompidas, o mercado interno tem plenas condições de absorver esse volume sem gerar desequilíbrios na oferta ou nos preços”, completou. (com informações da AEN)
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