Os preços do feijão continuam apresentando oscilações, mas com tendência de alta, especialmente para o tipo carioca de maior qualidade. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada(Cepea), esse comportamento de valorização tem sido impulsionado pela oferta limitada do grão no mercado nacional. No campo, o Paraná – principal estado produtor do país – encerrou a colheita da segunda safra com uma queda significativa na produção. Por lá, a saca do feijão carioca tipo segue sendo negociada ao preço médio de R$ 165,85.
Ainda assim, o forte desempenho da primeira safra foi suficiente para compensar as perdas, contribuindo para um leve aumento na oferta total estadual. Dados divulgados em 17 de julho pelo Deral/Seab apontam que a produção da segunda safra paranaense recuou 23%, totalizando 526,6 mil toneladas. No entanto, a primeira safra havia crescido expressivos 102%, alcançando 338 mil toneladas. Com isso, a soma das duas safras (a terceira tem participação mínima) deve resultar em uma oferta recorde de 865 mil toneladas no estado, 2% acima do registrado na temporada anterior.
No cenário nacional, a Conab estima uma produção total de feijão de 3,16 milhões de toneladas em 2024, o que representa uma leve retração de 1,3% frente ao ciclo anterior. Para o feijão preto, a expectativa é de um crescimento de 10,8%, com 789,1 mil toneladas. Já o feijão caupi deve alcançar 648,1 mil toneladas, mantendo-se em linha com o desempenho de 2023/24. Em contrapartida, a produção de feijão cores deve cair 6,6%, somando 1,72 milhão de toneladas. (com informações do Cepea)
CNA/Wenderson Araujo/Trilux




