O mercado brasileiro de feijão encerrou fevereiro com forte valorização, especialmente para o grão carioca, que alcançou patamar recorde na série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), iniciada em setembro de 2024.
No caso do feijão preto, as médias registradas em fevereiro foram as mais elevadas desde janeiro de 2025. Dados do Cepea indicam que, na comparação entre janeiro e fevereiro, o preço médio do carioca avançou 29,3% — a maior variação mensal entre os tipos acompanhados e também o aumento mais expressivo já observado para o produto. Com isso, as cotações superaram os níveis de maio de 2025 e atingiram um novo marco histórico.
Na última semana do mês, a liquidez no mercado interno foi moderada. Compradores atuaram de forma cautelosa, priorizando aquisições para reposição no varejo. Ao mesmo tempo, a oferta da primeira safra permaneceu restrita, cenário que contribuiu para sustentar os preços em alta.
No campo, a colheita da primeira safra avança em diferentes regiões produtoras, enquanto o plantio da segunda safra segue no radar dos agentes. No Paraná, maior produtor nacional de feijão, a saca vem sendo negociada ao preço médio de R$ 317,00, reforçando o cenário de valorização do grão no país. (com Cepea)
Foto: Divulgação Iapar




