quinta-feira, abril 23, 2026

Governo de São Paulo intensifica o combate ao greening no cultivo de cítricos

Estado tenta proteger setor vital para a economia diante de produção sem controle da praga; em toda a capital paulista, apenas um estabelecimento tem autorização para vender mudas cítricas

As espécies cítricas, como laranjas, limões e mexericas, são altamente suscetíveis a diversas doenças que podem causar sérios prejuízos aos pomares comerciais. Entre as pragas mais agressivas estão a Gomose, o Cancro Cítrico e o Greening, principal ameaça aos pomares cítricos atualmente. Causado pela bactéria Candidatus liberibacter spp., o Greening é transmitido por um inseto vetor que funciona de maneira similar ao mosquito da dengue, que passa o vírus de uma pessoa contaminada para uma pessoa saudável, o inseto transmite a bactéria de uma planta contaminada para uma planta saudável.

Essa bactéria é extremamente prejudicial às plantas cítricas, pois se aloja nos vasos do floema (veias da planta), se espalhando rapidamente e impedindo seu desenvolvimento adequado. Os frutos afetados pelo Greening ficam tortos, secos e muitas vezes abortam antes de amadurecerem, comprometendo a qualidade e a produtividade dos pomares.

Devido à gravidade dessas pragas, existem legislações específicas para regulamentar a produção e comercialização de mudas cítricas. Uma Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, de setembro de 2013, determina que o cultivo das mudas deve ser realizado em estufas. As normas técnicas e a fiscalização ficam sob responsabilidade de cada estado.

As estufas proporcionam um ambiente controlado, protegido contra pragas e condições ambientais adversas. Para atender às exigências legais, nas cidades paulistas, as estufas devem ser equipadas com telas anti-afídeos, bancadas elevadas e sistemas de controle de temperatura e umidade. Além disso, a entrada de materiais de propagação na estufa deve ser rigorosamente controlada e permitida apenas com a devida autorização. 

São Paulo é o maior produtor mundial de laranja, com exportações anuais de US$ 2 bilhões e a geração de 200 mil empregos. Em busca de proteger um setor vital para a economia, o governo paulista vem adotando diversas medidas para combater o Greening. Em dezembro do ano passado, lançou uma campanha e abriu um canal de denúncias para que produtores possam relatar pomares abandonados ou mal manejados, além da criação de um comitê para propor políticas de controle da praga. A Secretaria de Agricultura intensificou a retirada de mudas irregulares e lançou, recentemente, uma linha de crédito do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) para apoiar os produtores no combate à doença, oferecendo até R$ 300 mil por produtor, com um prazo de pagamento de 96 meses e 36 meses de carência, além de juros a partir de 3% ao ano. (Texto e foto: @shogarden (Instagram))

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