Apesar da intensificação do clima seco em diversas regiões produtoras, muitos agricultores seguem dando prioridade ao plantio da mandioca, mesmo com as dificuldades nas atividades de campo. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esse foco no cultivo tem mantido a oferta da raiz em níveis baixos para parte das fecularias consultadas. No entanto, o cenário de demanda também é pouco aquecido. A procura por derivados como farinha, fécula e amidos modificados segue enfraquecida, o que tem levado algumas indústrias a reduzir os dias de moagem, como forma de ajustar a produção à demanda limitada.
Nesse contexto, os preços da mandioca apresentaram recuos em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea ao longo da semana passada. O enfraquecimento nas negociações reflete, portanto, tanto a restrição da oferta quanto a baixa absorção por parte do setor industrial. Em São Paulo, projeções do Instituto de Economia Agrícola (IEA) indicam que a produção destinada à indústria na safra 2024/25 deve alcançar 1,35 milhão de toneladas, uma redução de 2,7% em comparação com o ciclo anterior. A área plantada, por sua vez, tende a crescer levemente, com alta estimada de 0,7%, atingindo 73,5 mil hectares. Ainda assim, a produtividade média deve cair 2,8%, ficando em torno de 26,2 toneladas por hectare.
Na região Noroeste do Paraná, um dos maiores produtores do brasil, a tonelada está sendo negociada ao preço médio de R$ 535,86. (com informações do Cepea)
Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN




