A margem de esmagamento da soja (crush margin) registrou avanço na última semana tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, impulsionada principalmente pela valorização dos derivados, segundo dados do Cepea — instituição de pesquisa que acompanha os principais indicadores do agronegócio.
No mercado brasileiro, o aumento da margem foi favorecido pela combinação entre o menor custo da matéria-prima, a soja em grão, e a valorização do óleo de soja. De acordo com pesquisadores do Cepea, a demanda pelo derivado segue aquecida, especialmente por parte das indústrias de biodiesel, em meio a preocupações com o abastecimento de combustíveis e rumores de possíveis paralisações no transporte rodoviário.
Já nos Estados Unidos, o avanço da margem está atrelado à valorização do farelo de soja, que voltou a operar nos níveis mais altos desde 2024, reforçando a rentabilidade do processamento.
Por outro lado, os preços da soja em grão no mercado doméstico brasileiro continuam pressionados. Conforme o Cepea, esse movimento está ligado à queda das cotações no mercado externo e à desvalorização cambial, fatores que reduzem a competitividade do produto nacional no cenário internacional. Por aqui, a saca segue negociada ao preço médio de R$ 115,00.
Além disso, o avanço da colheita no Brasil, as condições climáticas favoráveis na Argentina e a expectativa de aumento de área plantada nos Estados Unidos reforçam o viés de baixa para os preços.
Apesar disso, a retração mais intensa das cotações tem sido limitada pela postura cautelosa dos produtores, que priorizam o armazenamento da soja recém-colhida diante das incertezas relacionadas ao frete rodoviário e ao cenário geopolítico. (com Cepea)
Foto: Envato




