O mercado brasileiro de algodão em pluma começou junho com movimentação reduzida. A combinação entre divergências sobre preços e qualidade dos lotes disponíveis, somada ao feriado de Corpus Christi, contribuiu para diminuir o volume de negócios e reduzir a liquidez no setor.
Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), outro fator que tem limitado as negociações é a recente queda das cotações internacionais da fibra. O cenário diminuiu o interesse por novos contratos, tanto no mercado físico quanto nas negociações para entrega futura.
Com isso, produtores e comerciantes seguem concentrados no cumprimento dos contratos já firmados anteriormente, enquanto acompanham a evolução das lavouras nas principais regiões produtoras do país.
Do lado da demanda, a postura também é de cautela. As indústrias têm realizado compras apenas de forma pontual, já que os estoques disponíveis e os volumes adquiridos previamente continuam suficientes para atender às necessidades de abastecimento no curto prazo.
Lavouras apresentam bom desenvolvimento
Enquanto o mercado opera em ritmo mais lento, as perspectivas para a safra seguem positivas. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atualizados até 5 de junho, mostram que 78,3% das áreas cultivadas estão na fase de maturação. Outros 20,6% das lavouras encontram-se em formação de maçãs, enquanto 0,9% da produção já foi colhida.
De maneira geral, a Conab avalia que as lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento. Em Mato Grosso, maior produtor nacional de algodão, o desempenho das plantas é considerado satisfatório. Já em Mato Grosso do Sul, os produtores mantêm atenção à disponibilidade de água nas áreas cultivadas, fator que pode influenciar o potencial produtivo da safra.
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