sexta-feira, setembro 25, 2026

Mercado de etanol ganha ritmo, mas preços seguem pressionados

O mercado de etanol apresentou maior volume de negociações nos últimos dias, porém os preços continuam pressionados. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que, apesar do aumento na movimentação comercial, os valores negociados seguem em trajetória de baixa.

Segundo o Cepea, parte das usinas que já havia realizado vendas anteriormente optou por reduzir a participação no mercado diante das cotações consideradas pouco atrativas. Outras indústrias continuam comercializando o biocombustível, mas aceitam preços menores, principalmente nas operações envolvendo grandes volumes.

Pelo lado da demanda, o consumo ainda avança de forma moderada. Pesquisadores do Cepea destacam que as vendas no varejo seguem em ritmo tímido, cenário que também é refletido nos dados preliminares da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) referentes a junho de 2026. A expectativa do setor é de aquecimento da demanda com a chegada de agosto, impulsionada pelo retorno às aulas e pelo aumento da circulação de veículos.

Açúcar segue com negociações pontuais

No mercado paulista, os preços do açúcar cristal branco continuam oscilando. De acordo com o Cepea, compradores permanecem cautelosos e aguardam uma redução nas cotações diante da expectativa de maior disponibilidade do produto nas próximas semanas, o que tem limitado o volume de negócios.

As negociações seguem pontuais, refletindo a postura mais conservadora dos agentes enquanto acompanham a evolução da oferta.

El Niño pode favorecer a safra de cana

As condições climáticas também permanecem no radar do setor sucroenergético. A influência do fenômeno El Niño tende a favorecer o desenvolvimento da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil, com previsão de chuvas mais frequentes durante o segundo semestre.

Esse cenário pode contribuir para o crescimento dos canaviais e elevar a produtividade tanto no restante da safra 2026/27 quanto na temporada seguinte. Por outro lado, especialistas alertam que o excesso de precipitações poderá dificultar o avanço da colheita e reduzir o ritmo de acúmulo de Açúcar Total Recuperável (ATR), principalmente a partir de setembro, quando os efeitos do fenômeno climático tendem a se intensificar. (com Cepea)

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