Os preços do milho registraram queda em Campinas (SP), praça de referência para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, ao longo da semana passada. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o avanço da colheita da safra de verão elevou a oferta do cereal no mercado spot, levando compradores a recuarem nas negociações ou a ofertarem valores abaixo das pedidas dos vendedores.
Apesar da retração em Campinas, os preços do milho seguiram firmes em outras regiões do país, sustentados pela postura cautelosa dos produtores, que mantêm ofertas restritas diante das incertezas relacionadas aos custos de frete. No Paraná, o mercado também reflete esse cenário de atenção: a saca do milho vem sendo comercializada, no balcão, ao preço médio de R$ 54,00, indicando relativa estabilidade nas negociações locais.
No cenário externo, o ritmo das exportações brasileiras segue aquecido. De acordo com dados da Secex, nos primeiros 15 dias úteis de março, o Brasil embarcou 784,2 mil toneladas de milho, volume que representa 90% de todo o exportado em março do ano passado, com um ritmo diário 14% superior ao registrado no mesmo período anterior.
EUA – Na Chicago Board of Trade, o mercado futuro do milho operava estável nas primeiras horas do dia. Às 5h54, o contrato maio/2026 era cotado a US$ 4,62 por bushel, sem variação. O vencimento julho/2026 também permanecia estável, a US$ 4,73 por bushel. Já o contrato setembro/2026 registrava leve recuo de 0,50 ponto, a US$ 4,76 por bushel, enquanto dezembro/2026 caía 1,00 ponto, sendo negociado a US$ 4,89 por bushel. (com Cepea)
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