O mercado de milho no Brasil teve ritmo lento na última semana, influenciado por um cenário externo incerto, pela volatilidade do petróleo e pelo aumento dos custos de frete. De acordo com pesquisadores do Cepea, esses fatores mantiveram os vendedores afastados do mercado spot, reduzindo o volume de negociações e limitando as oscilações de preços.
Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, que havia apresentado queda na semana anterior, voltou a se sustentar, refletindo o equilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo. No campo, as condições climáticas foram favoráveis, permitindo o avanço da colheita do milho da primeira safra nas principais regiões produtoras, além de impulsionar o plantio da segunda safra.
Já no cenário internacional, os preços do milho recuaram ao longo da semana. Segundo o Cepea, especulações sobre um possível fim do conflito militar no Irã impactaram o mercado de petróleo, pressionando as cotações do cereal, especialmente na quarta-feira. No Paraná, o preço médio do grão foi negociado a R$ 55,79.
Preços em queda em Chicago
Na manhã desta segunda-feira (06), os contratos futuros do milho na Bolsa de Chicago operam em queda. O vencimento para maio de 2026 é cotado a US$ 4,50 por bushel, com recuo de aproximadamente 0,39%. O contrato de julho de 2026 está em US$ 4,62 por bushel, com baixa de cerca de 0,32%. Para setembro de 2026, a cotação é de US$ 4,65 por bushel, com desvalorização de aproximadamente 0,37%, enquanto o contrato de dezembro de 2026 registra US$ 4,80 por bushel, com queda em torno de 0,31%. Última atualização: 06:31 (06/04). (com Cepea)
Foto: Cleber França




