Há, porém, cerca de 50% de probabilidade de retorno à neutralidade entre janeiro e março de 2026
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou, nesta quinta-feira (9), a formação do fenômeno La Niña no Oceano Pacífico tropical, com expectativa de que ele se mantenha ativo nos próximos meses. Há, porém, cerca de 50% de probabilidade de retorno à neutralidade entre janeiro e março de 2026.
Segundo o órgão, o resfriamento das águas na faixa central e oeste do Pacífico começou a se intensificar em setembro de 2025, quando as temperaturas da superfície do mar (TSM) passaram a ficar abaixo da média, especialmente na região conhecida como Niño 3.4, entre 170°W e 120°W. Nesse período, as anomalias variaram entre -1,0°C e -0,5°C, confirmando o início de um padrão típico de La Niña — que se caracteriza justamente por desvios negativos de temperatura inferiores a -0,5°C.
A previsão do ENOS (El Niño–Oscilação Sul), elaborada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), indica 60% de chance de o La Niña persistir durante o trimestre outubro-novembro-dezembro (OND/2025). O fenômeno deve seguir ativo até o verão 2025/2026, com intensidade fraca, ou seja, com temperaturas no índice Niño 3.4 entre -0,5°C e -0,9°C.
Os especialistas ressaltam que as incertezas aumentam quanto mais distante o horizonte das projeções, por isso é fundamental acompanhar as atualizações mensais sobre o comportamento do La Niña, El Niño e as previsões climáticas divulgadas no Boletim Agroclimatológico do Inmet.
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