Uma nova cultivar de algodão transgênico promete transformar a produção nas regiões do Cerrado e do Semiárido. Desenvolvida pela Embrapa em parceria com outras instituições, a BRS 700FL B3RF se destaca pela alta qualidade de fibra — longa a extralonga, fina e resistente — além de oferecer excelente desempenho no campo.
Entre os principais diferenciais está o uso da tecnologia Bollgard 3 RRFlex, que protege a planta contra as principais lagartas do algodoeiro e confere tolerância ao herbicida glifosato. Isso significa mais segurança para o produtor e menor uso de defensivos químicos.
O desempenho da fibra impressiona: o comprimento médio chega a 33,5 mm, podendo superar os 34 mm em mais da metade das áreas testadas. A resistência é de 32,8 gf/tex, com micronaire de 3,7, o que garante qualidade superior para a indústria têxtil.
Além da excelência da fibra, a nova cultivar apresenta produtividade média acima de 4.500 kg/ha e rendimento de fibra de 38%. Outro ponto positivo é a resistência a doenças comuns no algodoeiro, como a bacteriose (mancha angular) e a doença azul (virose).
Com porte alto e ciclo longo, a BRS 700FL B3RF é indicada para o plantio na primeira safra em diversos estados: Bahia, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Paraíba e Ceará.
Destaques técnicos:
- Ciclo: Tardio
- Regulador de crescimento: Alta exigência
- Fertilidade do solo: Média a alta
- Aderência da fibra: Média-forte
- Peso médio do capulho: 5,7 g
- Índice de fibras curtas: 5,1%
Essa nova alternativa reforça o potencial da cotonicultura brasileira com uma combinação valiosa de qualidade de fibra, produtividade e resistência, ideal para os desafios das regiões produtoras.
Foto: BARROSO, Paulo Augusto Vianna




