Até o momento, 68% da área já foi colhida no Paraná, aponta o Deral
Com a chegada da nova safra, os preços do café começam a dar sinais de recuo, o que pode aliviar o bolso do consumidor nos próximos meses e, em paralelo, reduzir os ganhos dos cafeicultores. Mesmo assim, os valores seguem bem acima dos registrados no ano passado. Em julho de 2024, o preço médio do café era de R$ 16,10 — quase metade dos R$ 31,34 atuais.
Segundo estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a safra paranaense 2024/25 deve alcançar 718 mil sacas (ou 43,1 mil toneladas), colhidas em 25,4 mil hectares. Isso representa cerca de 1% da produção nacional. Até o momento, 68% da área já foi colhida. “Esse avanço na colheita resultou em uma forte redução nos preços pagos aos cafeicultores paranaenses neste mês”, explica o agrônomo Carlos Hugo Godinho, do Deral. A saca, que em junho ultrapassava os R$ 2 mil, agora tem média de R$ 1,5 mil — queda de cerca de 40%.
Exportações – Diante dos preços ainda elevados do café tradicional, o café solúvel surge como alternativa mais acessível. Além do menor custo, o produto tem forte presença industrial no Paraná, estado que lidera as exportações brasileiras do segmento. Entre janeiro e junho deste ano, o Paraná exportou 15.240 toneladas de café solúvel, o equivalente a US$ 199,6 milhões em receitas. O volume representa 35% das exportações brasileiras. Os Estados Unidos são o principal destino, absorvendo 15% desse total.
No entanto, o setor está atento a uma ameaça: a tarifa adicional de 50% anunciada pelo governo norte-americano, que pode afetar diretamente as fábricas paranaenses e seus fornecedores. “A medida tem potencial de impacto relevante, e não se restringe apenas ao Paraná”, alerta Godinho. (com informações da AEN)




