A oferta de mandioca para a indústria continuou encolhendo ao longo de julho, refletindo a menor disponibilidade de lavouras de segundo ciclo e o baixo interesse dos produtores em colher áreas mais novas. Esse cenário reduziu o volume de matéria-prima disponível para processamento e contribuiu para a valorização dos preços.
Segundo levantamento do Cepea, em diversas regiões os produtores mantiveram o plantio como principal atividade e também optaram por adiar as vendas, apostando em novas elevações nas cotações. Com menor oferta no mercado, a concorrência entre as indústrias pela aquisição da raiz ficou mais acirrada, impulsionando os valores negociados.
Pesquisadores do Cepea destacam que, apesar do plantio estar em estágio bastante avançado, a implantação das lavouras deve continuar sendo prioridade para muitos produtores nas próximas semanas. Com isso, a disponibilidade de mandioca tende a crescer em ritmo inferior à demanda das fecularias e indústrias processadoras, fator que pode manter sustentação aos preços.
No Paraná, a tonelada da mandioca é negociada, em média, a R$ 523,00, reforçando o movimento de valorização observado no mercado estadual.
Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN




