O avanço foi possível graças ao recuo do uso agrícola em algumas áreas, mostrando que é viável conciliar produção e conservação
Mesmo sendo uma das potências agrícolas do país, o Paraná conseguiu recuperar parte de suas florestas sem reduzir a renda no campo. Nos últimos 26 anos, o Estado ganhou 219 mil hectares de vegetação nativa, fazendo a cobertura florestal passar de 26% para 27% do território.
O avanço foi possível graças ao recuo do uso agrícola em algumas áreas, mostrando que é viável conciliar produção e conservação. O resultado, divulgado nesta semana pelo Governo do Estado, reforça a imagem do agricultor paranaense como um dos que mais preservam no mundo. A legislação ambiental do Estado é considerada uma das mais rigorosas do país e impõe limites claros para desmatamento e uso de áreas de preservação.
Mesmo com as restrições ambientais, o Valor Bruto de Produção (VBP) rural do Paraná cresceu 171% no período, demonstrando que a produtividade tem compensado a limitação da área cultivada. A agricultura avançou de 4,36 milhões de hectares em 1985 para 6,69 milhões em 2024, enquanto a silvicultura mais que triplicou, passando de 353 mil para 1,13 milhão de hectares — boa parte desse crescimento sobre áreas de pastagens.
Em 2024, o uso agrícola das terras apresentou nova redução, tendência observada desde os anos 2000 e que indica um avanço gradual na recuperação ambiental, sem comprometer o desempenho do agronegócio.
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN




