O programa alcançou mais de 285 mil alunos em diversos municípios brasileiros em 2025; os resultados ganham destaque no mês em que é celebrado, em 15 de outubro, o Dia do Educador Ambiental.
Mais de 3 milhões de estudantes já foram impactados pelo Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo desde sua criação, em 2010. Somente em 2025, a iniciativa chegou a 285.246 alunos de 3.203 escolas, distribuídas por 402 municípios brasileiros, levando para as salas de aula conteúdos relacionados à gestão de resíduos sólidos, consumo consciente, responsabilidade compartilhada e sustentabilidade.
Criado pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), o PEA Campo Limpo faz parte das iniciativas de educação e conscientização do Sistema Campo Limpo, programa brasileiro de logística reversa de embalagens vazias pós-consumo de defensivos agrícolas. O Sistema reúne agricultores, canais de distribuição, indústria fabricante e poder público em torno de responsabilidades compartilhadas para viabilizar a destinação ambientalmente adequada desses materiais e está estados e no Distrito Federal.
Voltado principalmente para estudantes do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental, o PEA Campo Limpo apoia as escolas na incorporação de temas ambientais no currículo escolar e busca aproximar conceitos como consumo consciente e gestão de resíduos da realidade dos alunos. Em 2025, as atividades envolveram 12.606 salas de aula e 102 centrais de recebimento participantes. Em boa parte do Paraná a iniciativa é desenvolvida pela Associação dos Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária (ADITA).
Educação ambiental em escala nacional
A dimensão alcançada pelo programa aparece também na evolução de sua presença territorial. O número de municípios participantes passou de 358, em 2023, para 402 em 2025. No mesmo período, o PEA Campo Limpo beneficiou 261.138 estudantes em 2023, 285.246 em 2025. A variação anual no número de alunos ocorre em um programa cuja abrangência territorial continuou avançando.
Para Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV, a educação ambiental é uma frente importante para dar continuidade aos resultados alcançados pela logística reversa e ampliar a compreensão sobre a responsabilidade de cada elo da cadeia. “Quando levamos a educação ambiental para as escolas, estamos ajudando a construir conhecimento sobre temas que fazem parte dos desafios do presente, como a gestão de resíduos, a economia circular e as mudanças climáticas. O alcance de mais de 3 milhões de estudantes mostra a dimensão que esse trabalho pode alcançar e reforça que a conscientização é parte fundamental de uma solução construída de forma compartilhada”, destaca Okamura.
Da gestão de resíduos às mudanças climáticas
A cada edição, o PEA Campo Limpo atualiza os conteúdos trabalhados com os estudantes de acordo com os principais desafios ambientais da atualidade. Em 2025, o tema pedagógico dialogou com a agenda climática global e com a realização da COP30, em Belém (PA), ampliando a discussão sobre gestão de resíduos sólidos e sustentabilidade.
A escolha também aproxima a educação ambiental da necessidade de conciliar produção, uso responsável de recursos, gestão de resíduos e redução de impactos ambientais, discussão que ganha espaço no agronegócio.
Essa abordagem está relacionada ao próprio funcionamento do Sistema Campo Limpo. Em 2025, foram destinadas corretamente 75.996 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas, volume 11% superior ao registrado em 2024. Do total recebido, 92% foram encaminhados para reciclagem, transformando-se em novos artefatos.
Dessa forma, o conteúdo levado às escolas se conecta a uma estrutura de logística reversa que opera em escala nacional. O Sistema Campo Limpo conta atualmente com 424 unidades de recebimento em 25 estados e no Distrito Federal e, em 2025, realizou 4.795 Recebimentos Itinerantes, ampliando as alternativas de devolução para pequenos e médios agricultores.
Educação como parte da responsabilidade compartilhada
A relação entre educação ambiental e logística reversa também está ligada ao conceito de responsabilidade compartilhada. Agricultores, canais de distribuição, indústria fabricante e poder público possuem responsabilidades complementares para que as embalagens vazias tenham destinação ambientalmente adequada.
Nesse contexto, o PEA Campo Limpo amplia a discussão para além dos atores diretamente envolvidos na operação e leva o tema para o ambiente escolar, criando oportunidades para que estudantes compreendam como sustentabilidade, consumo consciente e economia circular estão relacionados.
Ao longo de 15 anos, essa frente de atuação passou a integrar a estratégia de educação e conscientização do Sistema Campo Limpo. Em 2025, o programa ultrapassou a marca de 3 milhões de jovens impactados, enquanto ampliou o diálogo sobre mudanças climáticas, logística reversa e economia circular.
Sistema Campo Limpo
O Sistema Campo Limpo é uma referência mundial em logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Desde o início de sua operação, em 2002, o Sistema já destinou de forma ambientalmente correta mais de 900 mil toneladas de embalagens vazias e sobras pós-consumo em todo o Brasil.
A operação é baseada no princípio da responsabilidade compartilhada entre os elos da cadeia produtiva — indústria, canais de distribuição, agricultores — com o suporte e fiscalização do poder público.
Presente em todo o país, o Sistema conta com 424 unidades de recebimento, mais de 242 associações de revendas e cooperativas, e mais de 4.500 ações de Recebimentos Itinerantes, que ampliam o alcance junto aos pequenos produtores. No total, quase 2 milhões de propriedades rurais são impactadas.
Com o propósito de construir um destino melhor, o Sistema Campo Limpo mobiliza o setor agro para ações sustentáveis, eficientes e de impacto social e ambiental compartilhado.
Mais informações sobre o Sistema Campo Limpo estão disponíveis no site, no Facebook, Youtube, Instagram e TikTok.




